O Núcleo de Responsabilidade Social (Nures) da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) foi criado em 2007, com as seguintes atribuições: promover a gestão de Responsabilidade Social (RS) na Unidade; desenvolver estratégias de motivação dos empregados para participação em projetos sociais; incentivar o trabalho voluntário entre os empregados; articular parcerias com instituições públicas e privadas, organizações não governamentais e com o Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (COEP), para execução de ações de mobilização social. Concentra sua atuação nos objetivos do milênio, priorizando as metas e políticas públicas das áreas da educação básica e do respeito ao meio ambiente. O Nures apresenta, anualmente, um plano de ação que integra a agenda Institucional e a agenda da Rede Nacional de Mobilização Social, articulando com Setor de Gestão de Pessoas, Comitê Local de Gestão Ambiental e Núcleo de Gestão da Qualidade. Coordena o Programa Embrapa & Escola e participa dos programas de equidade de gênero e raça, que atinge os 353 empregados, 210 estagiários e os 24 terceirizados.

sexta-feira, 21 de março de 2014

NURES visita a Associação Quilombola Rincão da Faxina




            O Núcleo de Responsabilidade Social (NURES) da Embrapa Clima Temperado (ECT) foi até o quinto distrito (zona rural) de Piratini para realizar uma atividade de mobilização com a comunidade. A atividade ocorreu dia 19\03 e foi proposta pelo NURES após visita de um membro da comunidade à sede da ECT. Nessa visita, o Sr. Tailor conheceu um pouco do trabalho do Núcleo e pediu ajuda para levar cursos e capacitações para os moradores daquelas comunidades quilombolas. Combinou-se, então, uma visita à sede da Associação Quilombola, para realizar uma atividade de mobilização social.




            A ideia de fazer esse tipo de atividade advém da crença de que as comunidades devem organizar-se por conta própria. Mais do que isso, significa que a própria comunidade deve pensar e refletir sobre os seus problemas além de propor e executar soluções.

            Para tal atividade, o NURES convidou a EMATER e a Secretaria de Assistência Social de Piratini. Além desses órgãos, se fizeram presentes no espaço a Federação Estadual das Comunidades Quilombolas e a Escola Estadual Vieira da Cunha. Além das entidades, se fizeram presentes mais de 40 moradores daquela comunidade quilombola. O objetivo era, junto com os presentes, criar um plano de ação para a comunidade. Assim, buscou-se compor estratégias que visassem o desenvolvimento social da comunidade, tendo em vista a realidade dos moradores. A função do NURES foi promover uma dinâmica de grupo, para que se criasse um ambiente de discussão democrático. Esse tipo de atividade é essencial, pois as grandes distâncias entre as moradias da região dificultam o estabelecimento de espaços que sejam favoráveis à troca de ideias entre todos.

            Após a apresentação dos representantes das entidades presentes e de todos os moradores presentes, foi proposto que a comunidade problematizasse suas deficiências e potencialidades. Primeiro papéis e canetas foram distribuídos entre todos para que fosse escrito aquilo que eles consideravam ser uma coisa boa daquela comunidade. Em seguida, os papeis foram lidos em voz alta. Nesse ponto, podem-se notar várias características daquela população. Quando da leitura dos pontos positivos, foi muito frisada a união, integração e o companheirismo dos moradores. Falou-se também do bom trabalho da atual diretoria da associação e do orgulho que os moradores têm em pertencer àquela região. Em seguida foi proposta novamente a mesma atividade, porém, deveria ser relatado no papel os pontos que precisam ser melhorados. Repetindo-se o método anterior, foram explicitados alguns dos problemas daquela região. Falou-se muito em trabalho, saúde, moradia e necessidade de educação (cursos profissionalizantes e capacitações).





         
   Na etapa seguinte, procedeu-se à formação de grupos de trabalho. A criação de grupos menores temáticos objetiva facilitar a criação de estratégias para melhorar a comunidade. O grupo foi divido em outros cinco menores, que problematizaram a questão do trabalho, da saúde, educação, comunicação (apoio à Associação) e agricultura (produção). Finado o momento de reflexão, as estratégias foram colocados para o grande grupo, que opinou e contribuiu mutuamente. O resultado foi a composição de uma série de ideias que levarão desenvolvimento social à região, entre elas: cursos de apicultura e piscicultura, solicitação de patrulha rural, dias de campo na Embrapa (visando conhecer novas tecnologias para o campo), hortas orgânicas, etc.




            Para finalizar os trabalhos, foi criada uma comissão com um membro de cada grupo de trabalho, que deverá trabalhar no encaminhamento dessas demandas. Ficou agendada um novo encontro, no mês de abril, para acertar o encaminhamento das ações.



















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