O Núcleo de Responsabilidade Social
(NURES) da Embrapa Clima Temperado (ECT) foi até o quinto distrito (zona rural)
de Piratini para realizar uma atividade de mobilização com a comunidade. A
atividade ocorreu dia 19\03 e foi proposta pelo NURES após visita de um membro
da comunidade à sede da ECT. Nessa visita, o Sr. Tailor conheceu um pouco do
trabalho do Núcleo e pediu ajuda para levar cursos e capacitações para os
moradores daquelas comunidades quilombolas. Combinou-se, então, uma visita à sede
da Associação Quilombola, para realizar uma atividade de mobilização social.
A ideia de fazer esse tipo de
atividade advém da crença de que as comunidades devem organizar-se por conta
própria. Mais do que isso, significa que a própria comunidade deve pensar e refletir
sobre os seus problemas além de propor e executar soluções.
Para tal atividade, o NURES convidou
a EMATER e a Secretaria de Assistência Social de Piratini. Além desses órgãos,
se fizeram presentes no espaço a Federação Estadual das Comunidades Quilombolas
e a Escola Estadual Vieira da Cunha. Além das entidades, se fizeram presentes
mais de 40 moradores daquela comunidade quilombola. O objetivo era, junto com
os presentes, criar um plano de ação para a comunidade. Assim, buscou-se compor
estratégias que visassem o desenvolvimento social da comunidade, tendo em vista
a realidade dos moradores. A função do NURES foi promover uma dinâmica de
grupo, para que se criasse um ambiente de discussão democrático. Esse tipo de
atividade é essencial, pois as grandes distâncias entre as moradias da região dificultam
o estabelecimento de espaços que sejam favoráveis à troca de ideias entre todos.
Após a apresentação dos
representantes das entidades presentes e de todos os moradores presentes, foi
proposto que a comunidade problematizasse suas deficiências e potencialidades. Primeiro
papéis e canetas foram distribuídos entre todos para que fosse escrito aquilo
que eles consideravam ser uma coisa boa daquela comunidade. Em seguida, os
papeis foram lidos em voz alta. Nesse ponto, podem-se notar várias características
daquela população. Quando da leitura dos pontos positivos, foi muito frisada a
união, integração e o companheirismo dos moradores. Falou-se também do bom
trabalho da atual diretoria da associação e do orgulho que os moradores têm em pertencer àquela região. Em seguida
foi proposta novamente a mesma atividade, porém, deveria ser relatado no papel
os pontos que precisam ser melhorados. Repetindo-se o método anterior, foram
explicitados alguns dos problemas daquela região. Falou-se muito em trabalho, saúde,
moradia e necessidade de educação (cursos profissionalizantes e capacitações).
Na etapa seguinte, procedeu-se à
formação de grupos de trabalho. A criação de grupos menores temáticos objetiva facilitar
a criação de estratégias para melhorar a comunidade. O grupo foi divido em
outros cinco menores, que problematizaram a questão do trabalho, da saúde,
educação, comunicação (apoio à Associação) e agricultura (produção). Finado o
momento de reflexão, as estratégias foram colocados para o grande grupo, que
opinou e contribuiu mutuamente. O resultado foi a composição de uma série de
ideias que levarão desenvolvimento social à região, entre elas: cursos de
apicultura e piscicultura, solicitação de patrulha rural, dias de campo na
Embrapa (visando conhecer novas tecnologias para o campo), hortas orgânicas, etc.
Para finalizar os trabalhos, foi
criada uma comissão com um membro de cada grupo de trabalho, que deverá
trabalhar no encaminhamento dessas demandas. Ficou agendada um novo encontro,
no mês de abril, para acertar o encaminhamento das ações.