Via site do CRA - RS
No quarto dia da Semana da Administração do
CRA-RS a programação especial abordou a sustentabilidade dos negócios em
diferentes enfoques. O tema foi amplamente discutido entre os participantes do
evento desta quarta-feira, 10 de setembro, à noite, na sede do
conselho. Pedro Gabril Kenne da Silva, Graduado em Contabilidade,
Especialista em Auditoria e Finanças Governamentais e Mestre em Ciências
Sociais, foi o primeiro palestrante da noite. Silva, que também é
vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade e do Observatório Social
do RS, falou sobre o tema “Observatórios Sociais do RS”. O órgão, segundo
Silva, é um instrumento de controle social da gestão pública. “É uma
organização criada por cidadãos com o objetivo de transformar as indignações e
críticas em ação, acompanhando de perto o que o governo está fazendo”,
explicou.
Porto Alegre, segundo Silva, está criando o seu
Observatório com a soma de esforços voluntários de profissionais de diferentes
setores. Sustentabilidade, representatividade, estrutura e capacidade são
requisitos indispensáveis para a constituição da entidade. O projeto de criação
foi desenvolvido pelo Fórum dos Conselhos do Estado do Rio Grande do Sul, o
qual conta com a participação de representantes do CRA-RS.
A palestra “Gestão Socioambiental do Banrisul”,
ministrada pela pedagoga e gerente executiva do Grupo Estratégico de Gestão
Socioambiental da instituição, Marta Silva Neves, foi o tema do segundo painel.
O comitê foi criado em 2011 e desde então tem trabalhado na consolidação da
política de promover a inclusão dos princípios de sustentabilidade nos
processos e negócios. O Grupo possui uma equipe multidisciplinar formada por
geografia, biologia, engenharia agrônoma, contabilidade, psicologia, entre
outras.
Além disso, atualmente, a entidade possui 100
Agentes de Sustentabilidade que buscam impulsionar a inovação na área com
impacto interno e externo à instituição. “Ao avaliarmos novos projetos de
sustentabilidade nos preocupamos com vários critérios, entre eles a
transformação social, o engajamento do público interno e externo, a cultura da
continuidade, o embasamento teórico, comunicação e a inovação. "Além da
transformação da sociedade, essas iniciativas fortalecem o vínculo das agências
do banco com a comunidade”, comentou.
Em seguida, Guilherme Veigas, da Net Impact e Adm
Mariana Fraga, da Artemisia. falaram sobre “Redes e Negócios de Impacto
Social”. O case da Net Impact, contado por Veigas, é uma iniciativa que
incentiva e catalisa projetos que gerem valor compartilhado. A
organização possui 300 unidades autônomas em todo o mundo. Em Porto Alegre,
surgiu entre 2009 e 2010 com o objetivo de inspirar e educar indivíduos a usar
os conhecimentos do mundo dos negócios para construção de um mundo melhor.
Um dos projetos que a rede trouxe para Porto
Alegre foi o “Impact at Work”, desenvolvido até então só nos Estados Unidos. O
projeto desenvolve o conceito de intraempreendedorismo de impacto sustentável
nos negócios. “Empreender é uma atitude, não apenas abrir um negócio. Nosso
objetivo é fomentar o protagonismo de mudanças nas empresas e na sociedade em
geral”, disse.
Já a Administradora Mariana Fraga compartilhou no
evento seu engajamento com causas sociais. Em 2014, a administradora foi
embaixadora Choice, movimento fundado pela Artemisia, e desde então tem
palestrado em todo o Estado sobre negócios e impacto social. Mariana instigou
os participantes sobre o que cada pessoa faz para a erradicação da pobreza.
“Onde de um lado tem demais, no outro está faltando e tudo está interligado”,
enfatizou. De acordo com ela, só em 2013 mais de R$ 250 milhões foram
investidos no Brasil em negócios de impacto social.
Por último, os Administradores Deleuse Russi de
Azevedo e Cleberson Marques Vieira apresentaram a Câmara de Responsabiliade
Social e Sustentabilidade do CRA-RS na palestra “Sistema de gerenciamento
ambiental e indicadores Ethos para negócios sustentáveis”. O modelo
implementado no CRA-RS é pioneiro na rede CFA/CRA em todo o Brasil. O objetivo
do trabalho é engajar o Conselho, vincular conhecimentos e criar um grupo de
trabalho.

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