O Núcleo de Responsabilidade Social (Nures) da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) foi criado em 2007, com as seguintes atribuições: promover a gestão de Responsabilidade Social (RS) na Unidade; desenvolver estratégias de motivação dos empregados para participação em projetos sociais; incentivar o trabalho voluntário entre os empregados; articular parcerias com instituições públicas e privadas, organizações não governamentais e com o Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (COEP), para execução de ações de mobilização social. Concentra sua atuação nos objetivos do milênio, priorizando as metas e políticas públicas das áreas da educação básica e do respeito ao meio ambiente. O Nures apresenta, anualmente, um plano de ação que integra a agenda Institucional e a agenda da Rede Nacional de Mobilização Social, articulando com Setor de Gestão de Pessoas, Comitê Local de Gestão Ambiental e Núcleo de Gestão da Qualidade. Coordena o Programa Embrapa & Escola e participa dos programas de equidade de gênero e raça, que atinge os 353 empregados, 210 estagiários e os 24 terceirizados.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sustentabilidade e Gestão social dos negócios




Via site do  CRA - RS

No quarto dia da Semana da Administração do CRA-RS a programação especial abordou a sustentabilidade dos negócios em diferentes enfoques. O tema foi amplamente discutido entre os participantes do evento desta quarta-feira, 10 de setembro, à noite, na sede do conselho. Pedro Gabril Kenne da Silva, Graduado em Contabilidade, Especialista em Auditoria e Finanças Governamentais e Mestre em Ciências Sociais, foi o primeiro palestrante da noite. Silva, que também é vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade e do Observatório Social do RS, falou sobre o tema “Observatórios Sociais do RS”. O órgão, segundo Silva, é um instrumento de controle social da gestão pública. “É uma organização criada por cidadãos com o objetivo de transformar as indignações e críticas em ação, acompanhando de perto o que o governo está fazendo”, explicou.
Porto Alegre, segundo Silva, está criando o seu Observatório com a soma de esforços voluntários de profissionais de diferentes setores. Sustentabilidade, representatividade, estrutura e capacidade são requisitos indispensáveis para a constituição da entidade. O projeto de criação foi desenvolvido pelo Fórum dos Conselhos do Estado do Rio Grande do Sul, o qual conta com a participação de representantes do CRA-RS.

A palestra “Gestão Socioambiental do Banrisul”, ministrada pela pedagoga e gerente executiva do Grupo Estratégico de Gestão Socioambiental da instituição, Marta Silva Neves, foi o tema do segundo painel. O comitê foi criado em 2011 e desde então tem trabalhado na consolidação da política de promover a inclusão dos princípios de sustentabilidade nos processos e negócios. O Grupo possui uma equipe multidisciplinar formada por geografia, biologia, engenharia agrônoma, contabilidade, psicologia, entre outras.

Além disso, atualmente, a entidade possui 100 Agentes de Sustentabilidade que buscam impulsionar a inovação na área com impacto interno e externo à instituição. “Ao avaliarmos novos projetos de sustentabilidade nos preocupamos com vários critérios, entre eles a transformação social, o engajamento do público interno e externo, a cultura da continuidade, o embasamento teórico, comunicação e a inovação. "Além da transformação da sociedade, essas iniciativas fortalecem o vínculo das agências do banco com a comunidade”, comentou. 

Em seguida, Guilherme Veigas, da Net Impact e Adm Mariana Fraga, da Artemisia. falaram sobre “Redes e Negócios de Impacto Social”. O case da Net Impact, contado por Veigas, é uma iniciativa que incentiva e catalisa projetos que gerem valor compartilhado.  A organização possui 300 unidades autônomas em todo o mundo. Em Porto Alegre, surgiu entre 2009 e 2010 com o objetivo de inspirar e educar indivíduos a usar os conhecimentos do mundo dos negócios para construção de um mundo melhor.

Um dos projetos que a rede trouxe para Porto Alegre foi o “Impact at Work”, desenvolvido até então só nos Estados Unidos. O projeto desenvolve o conceito de intraempreendedorismo de impacto sustentável nos negócios. “Empreender é uma atitude, não apenas abrir um negócio. Nosso objetivo é fomentar o protagonismo de mudanças nas empresas e na sociedade em geral”, disse.

Já a Administradora Mariana Fraga compartilhou no evento seu engajamento com causas sociais. Em 2014, a administradora foi embaixadora Choice, movimento fundado pela Artemisia, e desde então tem palestrado em todo o Estado sobre negócios e impacto social. Mariana instigou os participantes sobre o que cada pessoa faz para a erradicação da pobreza. “Onde de um lado tem demais, no outro está faltando e tudo está interligado”, enfatizou. De acordo com ela, só em 2013 mais de R$ 250 milhões foram investidos no Brasil em negócios de impacto social.

Por último, os Administradores Deleuse Russi de Azevedo e Cleberson Marques Vieira apresentaram a Câmara de Responsabiliade Social e Sustentabilidade do CRA-RS na palestra “Sistema de gerenciamento ambiental e indicadores Ethos para negócios sustentáveis”. O modelo implementado no CRA-RS é pioneiro na rede CFA/CRA em todo o Brasil. O objetivo do trabalho é engajar o Conselho, vincular conhecimentos e criar um grupo de trabalho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário